Olá a todos amigos de minha página.
Começarei a postar em minha página, meus artigos conspiracionista.
Colocarei muitos estudos para aqueles que tenham a mente aberta e intelectual para analisar os segredos que atuam por trás da sociedade secreta. Segundo alguns estudiosos, com base em estudos conspiratórios, afirmam que os senhores dominadores desse mundo irão atuar para dizimar cerca de 80% da população mundial.
Vamos ficar atento sobre essa afirmação!
Estou atento a tudo e a todos!
NILTON BUNA
terça-feira, 29 de outubro de 2013
sábado, 15 de setembro de 2012
A crise mundial de alimentos e a fome que virá por aí
Pode ser que alguns ainda se surpreendam, mas nós humanos somos como qualquer outra espécie que habita o planeta nas funções mais básicas e ordinárias de nossas existências. A principal tarefa que nos cabe cotidianamente é a de obter alimento suficiente à nossa própria sobrevivência. Assim mesmo, sejamos mais ou menos inteligentes, teremos que comer hoje, amanhã e nos dias vindouros de nossa limitada existência. Nada muito diferente do que faz uma minhoca, um gambá ou um sabiá.
Esta é apenas uma entre as muitas leis naturais a que estamos subordinados. O problema é que a ganância ilógica e estúpida dos poderosos nos tempos modernos buscam colocar o homo sapiens aquém e além do óbvio. Só assim poderemos entender a inversão de prioridades ao colocar em risco a produção dos alimentos, tal com, temos visto com certa frequência em situações alarmantes.
Preços cada vez mais altos
O mais recente relatório divulgado na semana passada pela FAO, o órgão das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, revela que a elevação no preço dos alimentos chegou a níveis críticos, ou melhor, desesperadores, principalmente para os países pobres que necessitam importar alimentos para dar de comer às suas populações.
Segundo revelam os dados da FAO, nesses últimos meses os preços do trigo registraram uma alta estratosférica entre 60% e 80%. O milho, um aumento de 40%. Uma nefasta combinação entre aquecimento global e produção de energia a qualquer custo podem estar entre os principais fatores causadores dessas altas. Afinal, as quebras nas safras de dois gigantes na produção de grãos, Estados Unidos e Rússia, ocorreram em virtude dos efeitos de secas prolongadas. Nunca é demais lembrar que a alimentação por grãos, como trigo, milho e arroz, representam a base da dieta de parte considerável da humanidade.
Mesmo assim e, infelizmente, o preço desses alimentos tem estado em constante alta, pois além do prato dos humanos, esses cereais alimentam animais e os veículos abastecidos por biocombustíveis.
O relatório afirma que 22 países já enfrentam uma crise prolongada com altos índices de fome mesmo antes dessa forte alta. Portanto, além do agravamento da situação desses que já enfrentam uma crise alimentar deve-se esperar que novos países venham a se juntar a esse grupo de esfomeados.
O próprio Banco Mundial, na figura de seu presidente Robert Zoellick, também manifestou preocupação com o aumento da fome do mundo. Segundo ele, a elevação dos preços agrícolas trará enormes consequências para países em desenvolvimento.
Onça-pintatda perto da extinção, Império do automóvel assalta o interiro.
O Sagrado direito de consumir o planeta
Outro problema apontado por economistas da FAO é a especulação orquestrada pelos mercados futuros. “A financeirização por meio de manobras especulativas contribui para elevar os preços dos alimentos”, afirma a entidade.
Especulação, fenômenos climáticos extremos e desvio da função primordial de dar de comer às pessoas, já seriam razões suficientes para desequilibrar toda a oferta de alimentos mundial. Mas ainda tem mais: a má distribuição!
Estudos feitos pelas Nações Unidas já concluíram que existem alimentos suficientes para alimentar toda a população do planeta, o problema é que ela não chega onde mais se precisa. E, claro que não poderia ser diferente, 98% dos que passam fome vivem em países subdesenvolvidos.
Se os dados atuais da ONU são alarmantes, o futuro parece trazer ainda mais preocupações. A ONG Oxfam divulgou, também na semana passada, uma nova edição do relatório “Extreme Weather, Extreme Price” (Clima Extremo, Preço Extremo). A situação da fome ainda vai piorar: segundo a organização, “populações que hoje já passam dificuldade para se alimentar se encontrarão em uma situação ainda pior nas próximas décadas, comprometendo até 75% de sua renda na compra de comida”.
Cálculos da Oxfam estimam que os preços médios de alimentos deverão dobrar até 2030.
No Brasil, o problema é o desperdício
Quarto maior produtor mundial de alimentos, o Brasil produz comida suficiente para alimentar toda a sua população e ainda exportar excedentes. Mas além da má distribuição, um dos maiores problemas do país é o desperdício. Dados da Embrapa estimam em uma perda diária de alimentos na casa das 40 mil toneladas. Uma quantidade suficiente para alimentar em torno de 19 milhões de pessoas com três refeições por dia.
Estudo do Instituto Akatu divulgado no caderno temático “A nutrição e o consumo consciente” nas diversas etapas pelas quais o alimento passa antes de ser adquirido pelo consumidor ocorrem perdas que perfazem essas milhares de toneladas de comida boa que vai parar no lixo, sendo 20% na colheita; 8% no transporte e armazenamento; 15% na indústria de processamento e 1% no varejo. Além disso, devem-se levar em conta todos os recursos naturais que foram utilizados para a produção desperdiçada desses alimentos.
Iniciativas sustentáveis
É óbvio também que tais ações devem contar com a participação da iniciativa privada, fundamental para o sucesso de uma política que vise o bem estar da população. As grandes corporações produtoras de alimentos já possuem uma relevância tal que suas ações para o bem ou para o mal impactam a vida de parte considerável da humanidade.
Um exemplo interessante é o da empresa Sapore, multinacional brasileira responsável pelo abastecimento de mais de 1.100 restaurantes corporativos com cerca de 800 mil refeições servidas diariamente e faturamento na casa do 1 bilhão de reais por ano (dado de 2011).
Os 2 mil fornecedores cadastrados em todo o país que fornecem e preparam os alimentos a serem servidos a esses milhares de trabalhadores todos os dias precisam observar critérios de sustentabilidade determinados no IOS (Inteligência Operacional Sapore) que buscam, entre outros, a redução no desperdício de alimentos, do consumo de água nas cozinhas e dos gastos com energia elétrica e gás.
O uso de equipamentos de última geração em espaços reduzidos de cozinhas de 40 m² também garantem eficiência e a otimização dos processos na preparação dos alimentos.
Os restaurantes também contam com campanhas educativas sobre alimentação saudável e controle do desperdício. Enfim, essa é uma ação, entre tantas, necessárias para que evitemos a perda absurda de alimentos.
É possível mudar, mas tem que ser rapidamente
Basear os investimentos em uma agricultura sustentável com o incentivo aos pequenos produtores, consumir mais produtos locais, melhorar a infraestrutura do transporte e armazenamento para reduzir o desperdício e garantir o acesso da população aos alimentos são ações que deveriam estar presentes em qualquer plano estratégico de um país. Ainda mais se esse país for pobre ou em desenvolvimento. Colocar todos os esforços e todos os setores na busca desse equilíbrio é até mesmo uma questão de governabilidade.
O fato é que se deixarmos as coisas como estão podem se esperar o registro de novas revoltas ao redor do mundo semelhantes as que têm ocorrido cada vez com maior frequência em diferentes regiões do planeta.
Se muitas dessas manifestações tinham, umas mais outras menos, também como motivação a escassez ou a alta no preço dos alimentos, o agravamento da situação não será bom conselheiro na hora de pedir calma aos revoltosos. Afinal, se não for possível comprar comida para colocar no prato dos filhos, não haverá bom senso e bons argumentos capazes de evitar atitudes, no mínimo pouco civilizadas.
Cientistas pedem corte radical no consumo de carne
O vegetarianismo pode salvar o mundo?
Cientistas propõem que três quartos do consumo atual de carne sejam cortados para que todos tenham o que comer no futuro. Mas será que a humanidade pode abrir mão da carne?
Dê adeus a esta cena: pesquisadores dizem que a criação de animais consome água demais
Há três semanas, pesquisadores de todo o mundo se reuniram em Estocolmo, na Suécia, para participar da Semana Mundial da Água. Ali, em meio a discussões sobre o futuro do planeta, chegaram a conclusões alarmantes: até 2050, não haverá água para todos. Com a seca, teremos crises de desnutrição e fome, que podem levar a disputas violentas pelas últimas terras férteis do mundo. Mas nem todas as previsões foram catastróficas. Os cientistas também esboçaram soluções que poderiam prevenir esse cenário e garantir a cada um sua parcela justa de água e comida.
Entre as saídas apresentadas estavam a irrigação mais eficiente, menor desperdício de água e novos sistemas de alerta e legislação. Apesar da viabilidade dessas ideias, elas não seriam suficientes sem uma última medida: a humanidade deveria tomar o caminho do vegetarianismo. Quem come um pedaço de bife no almoço e outro no jantar passaria a ter direito a meio bife por dia. Mas será que isso é realmente necessário? Será que é viável?
Quanto à necessidade de medidas rápidas, não restam dúvidas. "O acesso à água já é um problema para um bilhão de pessoas. E com o aquecimento global isso tende a piorar, já que ele vai alterar os padrões de chuva e aumentar os eventos climáticos extremos", diz Jan Lundqvist, cientista do Instituto Internacional da Água de Estocolmo e um dos pesquisadores presentes no encontro. Segundo o pesquisador, a quantidade de água disponível no planeta não deve mudar muito no futuro. No entanto, a população vai crescer — seremos 9 bilhões em 2050 — e os países mais pobres tendem a alcançar os padrões de consumo dos mais desenvolvidos.
Falta d'água dobra risco de guerra civil, diz estudo
Comida é água — No relatório produzido para a Semana Mundial da Água, a pesquisadora Malin Falkenmark, do Instituto Internacional da Água de Estocolmo, calculou a quantidade de comida necessária para alimentar toda a população do planeta em 2050. Ela estimou que, mantidos os padrões de dieta atuais, que registram o consumo de 3.000 calorias por dia, sendo 20% delas vindas da carne, não haverá comida para todos. Segundo seus cálculos, esse consumo diário de calorias só será viável se a quantidade de carne for reduzida para 5%.
A estimativa se apoia na idea de que grande parte dos pastos do mundo é usada para produzir comida para bois, porcos e galinhas. Ou seja, esses animais criados para abate são grandes consumidores de recursos hídricos. Segundo a Water Footprint Network, uma organização que reúne pesquisas sobre o consumo hídrico de diversos produtos, cada quilo de carne bovina precisa de 15.415 litros de água para ser produzida. Porcos e frangos gastam um pouco menos, consumindo respectivamente 6.000 e 4.300 litros por quilo. Já o alface consome 240 litros por quilo, o tomate, 214, e a batata, 290.
Uma pesquisa publicada pelo Instituto de Educação da Água, da Unesco, em 2002, mostrou que, de toda água que é usada para produzir comida, 29,6% vai para a carne, 23,8% para os cereais e 4,4% para legumes. No entanto, somente 15,3% do consumo humano de proteínas vem da carne, enquanto 19,2% vem dos legumes e 48,2% dos cereais. É por isso que, do ponto de vista do consumo de água, faria sentido abolir os churrascos.
Carnívoros desde criança — A relação dos homens com a carne é muito antiga e está registrada nas paredes das cavernas – as pinturas rupestres são provas da importância dada aos animais pelos nossos ancestrais. "Sociedades que não consomem carne são extremamente raras. Antes mesmo da domesticação, a consumíamos por meio da caça", diz Rui Murrieta, professor de antropologia evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. "Inclusive, a gordura da carne pode estar relacionada ao crescimento do cérebro humano, e isso ajudou no desenvolvimento de nossa espécie."
Atualmente, porém, graças aos conhecimentos sobre nutrição, é possível encontrar substitutos para as substâncias presentes na carne. "O problema da dieta vegetariana é que ela é muito mais complexa. A quantidade de alimentos que serão misturados no prato tem de ser maior, para garantir a presença de todos os nutrientes", diz Murrieta.
Os nutricionistas não recomendam que crianças em fase de crescimento sejam privadas dos nutrientes animais em nenhuma circunstância. Mesmo para adultos, uma dieta exclusivamente vegetariana traz riscos se não for bem planejada. A vitamina B12, por exemplo, é de origem animal e não está presente em nenhum vegetal. E ela é essencial para a formação do sangue e o funcionamento do sistema nervoso. "Quem só se alimentar de vegetais terá que tomar suplementos da vitamina periodicamente para suprir a carência alimentar", diz Sonia Trecco, nutricionista do Hospital das Clínicas.
Os vegetais também apresentam ferro em menor quantidade e qualidade que a carne. "O ferro que vem dos animais tem um melhor aproveitamento pelo organismo", diz Eneida Ramos, nutricionista do Hospital Albert Einstein e colunista do site de VEJA. Sem o seu consumo regular, podem aparecer anemia, quedas de cabelo, fraquezas e aumento na quantidade de infecções.
Para driblar esses problemas, o conhecimento é essencial. "As pessoas têm de ser orientadas caso queiram reduzir o consumo de carne. O ferro pode ser substituído por um aumento no consumo de ovo, feijão, soja e vegetais folhosos escuros, como couve, agrião e rúcula", diz Sonia Trecco. Com uma orientação nutricional adequada, seria possível, em tese, abrir mão do bifinho diário.
Cortando na carne – Alguns especialistas dizem, no entanto, que o corte na quantidade de carne consumida pode não ser necessário na quantidade calculada pelos pesquisadores. "O ano de 2050 está muito distante para fazer previsões tão exatas. Existem muitos fatores diferentes. Ao mesmo tempo em que destruímos nascentes e expandimos as áreas urbanas, estamos começando a nos preocupar com a sustentabilidade, a planejar o uso e ocupação do solo", diz Sâmia Tauk-Tornisielo, pesquisadora do Centro de Estudos Ambientais da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Ainda assim, ela acredita que, em algum momento, será necessário diminuir a quantidade de carne consumida, mesmo que não passemos para uma dieta exclusivamente vegetariana. Segundo o professor Rui Murrieta, se esse momento chegar, ele será dolorido. "Sabemos que as sociedades nunca estão prontas para mudanças em sua culinária. Mas nossa vontade de sobreviver tem que ser maior que o amor a determinados pratos."
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Será que não tem nada de importante para esses caras fazerem não?
O trabalhador espera o mês para receber seu salario minimo para pagar suas dividas é ainda tem o seu aluguel e outros gastos, é sem falar que as empresas atrasam seus salarios! e ai me pergunto: com a energia pré-paga como ele ira manter a energia de sua casa para sobrevivência basica?
Essas pessoas da (ANEEL) não tem projeto de verdade? Isso é um absurdo para o cidadão Brasíleiro
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá implantar a partir de 2013
no Brasil, o sistema pré-pago de energia que funciona de forma semelhante ao
mecanismo de recarga de celular. Serão instalados novos medidores para mostrar a
evolução dos gastos e o saldo de crédito.
Segundo informações da Aneel, a recarga poderá ser realizada pela internet, telefone e em pontos de vendas cadastrados e não haverá um limite para recargas. O mínimo será de 1kWh que tem o valor médio no país atualmente de R$ 0,50.
A agência informou também que o novo medidor irá disparar um alarme quando os créditos estiverem prestes a terminar e a mudança para o novo sistema será gratuita para os clientes
As concessionárias que decidirem adotar o novo sistema, deverá implantá-lo em até três anos a contar da regulamentação que passa no momento por consulta pública.
Segundo informações da Aneel, a recarga poderá ser realizada pela internet, telefone e em pontos de vendas cadastrados e não haverá um limite para recargas. O mínimo será de 1kWh que tem o valor médio no país atualmente de R$ 0,50.
A agência informou também que o novo medidor irá disparar um alarme quando os créditos estiverem prestes a terminar e a mudança para o novo sistema será gratuita para os clientes
As concessionárias que decidirem adotar o novo sistema, deverá implantá-lo em até três anos a contar da regulamentação que passa no momento por consulta pública.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Informação que eles não querem que você saiba!!!
| Uma nova democracia no Brasil é possível? |
Recentemente o IBGE e o IPEA divulgaram estudo indicando o crescimento da classe média no Brasil e a diminuição da miséria. A referida divulgação causou uma tremenda revolta naqueles que, situados na faixa de renda de R$ 1.064,00, foram colocados como pertencentes à classe média. Diga-se de passagem, este valor é um pouco mais da metade do salário mínimo calculado pelo DIEESE. Seja qual for a mágica adotada pelos institutos oficiais, ela é incapaz de esconder o fato concreto do aumento da concentração de renda na mão dos ricos, enquanto a bolsa esmola encobre a miséria endêmica que grassa pelo país, exatamente nos itens que podem ser os indicadores das condições de vida do povo como terra, alimentação, habitação, educação e saúde, portanto os elementos básicos para a construção de uma verdadeira democracia.A metamorfose de uma ditadura
Tancredo havia dito uma verdade e o povo acreditou que ele pudesse enfrentar
os graves problemas da Nação pela ótica dos explorados, tanto assim que sua
doença e sua morte provocaram grande comoção no país inteiro. Se bem que a Rede
Globo não perdeu a oportunidade de espetacularizar o drama do velho cacique da
política das classes dominantes.
Contra este tipo de constatação revelada pela demagogia de Tancredo, Karl Marx, já no século XIX advertira que "Os filósofos sempre se preocuparam em interpretar o mundo, quando o que importa é transformá-lo". Ora, Tancredo morreu deixando como vice José Sarney, beneficiário privilegiado do regime militar, e um ministério essencialmente conservador. Estes indicativos deixavam patente não haver a menor intenção de transformar a realidade por ele constatada. Sarney, como genuíno político das classes dominantes brasileiras, particularmente da burguesia burocrática, até então representada quase que exclusivamente pelo PMDB, montou a demagogia do Plano Cruzado para iludir o povo, eleger os governadores do PMDB (1986) e manter as massas na miséria e reféns das promessas populistas. Mais uma decepção que só abriu espaço para outra ilusão, dando palanque para o "caçador de marajás" fabricado pela Rede Globo. Medida esta providencial para impedir que Leonel Brizola vencesse, na primeira eleição direta para Presidente da República depois do golpe militar. As manipulações dos monopólios de comunicação conduzem o processo eleitoral para uma disputa de Collor e Lula no segundo turno. Collor, já bem articulado com os planos do imperialismo ianque, vence com facilidade. Tratava-se então de aplicar o Consenso de Washington, conjunto de imposições através das quais o imperialismo ianque lançava uma ofensiva sobre os países dominados. Inaugura-se, então, mais uma temporada de crimes contra o povo e a Nação. Collor foi com tanta sede ao pote, na montagem do plano de entrega do patrimônio das empresas estatais, que organizou, junto com PC Farias, um esquema paralelo de arrecadação de fundos oriundos da corrupção que ficou tão à vista que nem mesmo seus padrinhos da Globo tiveram como sustentá-lo no cargo e o impeachment tornou-se inevitável. Ora, para realizar tamanha ofensiva contra o patrimônio nacional, o imperialismo necessitava de alguém mais discreto e com certa credibilidade popular. A solução foi dar posse ao vice, Itamar Franco, tendo como ministro da Fazenda o senhor Fernando Henrique Cardoso. Este, durante dez anos, comandou a privatização/ desnacionalização do patrimônio nacional. Sobre sua pretensa credibilidade nos meios acadêmicos e de oposição ao regime militar, Cardoso logo a pôs abaixo afirmando: "esqueçam o que eu escrevi". O seu Plano Real seria, nada mais nada menos, que a adequação financeira do Brasil aos ditames do Consenso de Washington. Ou seja, o aprofundamento sem precedentes do saque do suor dos trabalhadores brasileiros e a pilhagem das riquezas naturais do país. A crise do Real, segurada até ao extremo para não prejudicar a reeleição de Cardoso (1998), explodiu com o estouro cambial (janeiro de 1999) e afundou a coligação PSDB/PFL, que dava suporte a Cardoso. Extremamente desgastados os partidos da velha ordem e divididas as classes dominantes, a reação se viu repentinamente sem quadros, precisava de uma cara nova capaz de seguir enganando o povo o suficiente para prosseguir implementando o receituário imperialista. Eis que surge, então, o oportunismo petista e seu cordão de serviçais revisionistas (PSB, PCdoB, PPS, etc.), com um discurso acumulado de vinte anos de demagogia. Mas, ele não veio para salvar a pátria e sim para salvar os interesses imperialistas, as classes dominantes e seu velho Estado em decomposição, dando continuidade aos seus planos. Luiz Inácio selou o compromisso, antes da eleição, assinando a Carta aos brasileiros (leia-se Carta de subserviência ao imperialismo ianque). Assumia cabalmente a manutenção dos fundamentos da gerência Cardoso. Portanto, a continuação de todo o favorecimento ao imperialismo, principalmente o ianque, ao capitalismo burocrático e suas classes dominantes, a grande burguesia compradora e burocrática, bem como ao latifúndio de velho e novo tipo. E ainda prometia mais... A velha democracia é a ditadura da burguesia
Este breve histórico dos vinte e quatro anos da realidade brasileira
pós-gerenciamento militar pode, perfeitamente, nos dar uma visão completa de que
as classes que estavam no poder durante o regime militar, portanto, os
beneficiários da democracia dos militares, seguiram sendo os mesmos
beneficiários da democracia pós-militares.
Para sermos mais exatos, temos que admitir que, após o gerenciamento militar, foram incorporados aos benefícios da velha democracia setores das camadas médias da população. Claro, cooptados e chamados a suprir a impossibilidade dos quadros tradicionais das classes dominantes. Intelectuais da falsa "esquerda" (tipo Cardoso, Serra, Wefort e outros), a aristocracia operária (da qual surge Luiz Inácio) e alguns elementos da burocracia sindical (do tipo Medeiros e Paulinho da Força). Para as amplas massas populares, os desabrigados do discurso de Tancredo, ademais dos seculares sem terra, a ditadura de sempre nunca terminou. Alguns mistificadores, na tentativa de continuar a engrupir as massas, separam a política da economia e afirmam que o Brasil vive uma democracia política e que é necessário evoluir para uma democracia econômica e social. Ora, Lenin afirmava, e com razão, que "a política é a expressão concentrada da economia". Reforçava, assim, o que Marx já havia dito sobre a determinação, em última instância, da superestrutura da sociedade (política) pela sua base material (economia). Como pode, então, um dos países de maior concentração de renda e de propriedade de terras do mundo possuir uma democracia para as amplas massas. Somente os pulhas e os ingênuos podem predicar tal disparate. Sistema de Estado e Sistema de Governo
O poder político é a dominação de uma ou mais classes sobre outras, exercida
através do Estado. Este se estrutura e se organiza em dois sistemas: o Sistema
de Estado (poder real) e o Sistema de Governo (forma de governar). Essa forma de
governar causa a impressão ilusória de que a organização estatal corresponde a
uma autoridade que se situa acima de todas as classes da sociedade. A ditadura
da burguesia é a dominação econômica que se sustenta através do poder de Estado
e é determinada pelos interesses das classes possuidoras. Seu sistema de governo
se dá de duas formas: o fascismo declarado e a demo-liberal. Sempre que a crise
na sociedade atinge um grau extremo e periga a sua dominação, a burguesia,
através de sua fração hegemônica, rompe toda sua veleidade liberal, suprime os
mais elementares direitos de cidadania aplicando a ditadura fascista declarada.
Mas, a forma demo-liberal, a democracia representativa, é sua preferencial
porque camufla sua real condição de ditadura.
O Estado burguês é, antes de tudo, protetor da propriedade privada dos meios de produção, detendo o monopólio da violência armada, é o guardião de toda ordem de exploração estabelecida. Na forma de democracia representativa, em sua expressão jurídica de Estado Democrático de Direito, o Estado é o fiador da máxima hipocrisia legitimadora das injustiças de que "todos são iguais perante a lei". Como seria possível patrão e empregado, rico e pobre, exploradores e explorados serem iguais perante a lei? O Estado Democrático de Direito essencialmente é: direito das classes possuidoras de explorar o trabalho das classes despossuídas e o direito das classes despossuídas de serem exploradas, segundo algumas normas que mantenha tal exploração no limite da autodestruição da sociedade. Essencialmente a democracia burguesa é a ditadura da ínfima minoria da população sobre a imensa maioria desta. No Brasil, país secularmente dominado por potências estrangeiras, o Estado é de grandes burgueses e latifundiários a serviço do imperialismo. Corresponde à sua condição de país semicolonial em que se desenvolve um capitalismo de tipo burocrático com subjacente semifeudalidade. Nele o sistema de Estado reestruturou-se para a acomodação e rearranjo de poder entre as frações da grande burguesia (a burocrática e a compradora) e a classe latifundiária. Foi o que ocorreu com o advento da república (1889), o movimento liberal de 1930 e o golpe civil-militar de 1964, e como vem se tentando fazer nas últimas décadas para impulsionar o capitalismo burocrático em crise. Seu sistema de governo tem alterado continuamente em razão das crises políticas crônicas próprias de um país dominado pelo imperialismo. Atualmente o Sistema de Governo renovado com a Constituição de 1988, formaliza-se como um "Estado Democrático de Direito", organizado segundo o modelo de uma república federativa e presidencialista, onde "são poderes da União independentes e harmônicos entre si, o legislativo, o executivo e o judiciário". Como quase tudo numa sociedade de classes baseada na exploração do trabalho, mais ainda em se tratando de semicolônia, guarda-se uma grande distância entre o que se diz ou escreve e o que se pratica. A nossa "Constituição Cidadã" torna-se letra morta quando, para ficar apenas num pequeno exemplo, o executivo indica os membros do Supremo Tribunal Federal e legisla através de "medidas provisórias". Estes são, pois, os sistemas de Estado e de governo desta velha democracia dominada pela burguesia e pelo latifúndio a serviço do imperialismo. Daí resulta, pois, sob os adornos de um processo eleitoral corrupto e farsante, toda iniquidade, toda exploração e toda opressão que esmagam nosso povo nas formas mais variadas. É o arrocho salarial, o desemprego, as péssimas condições de vida expressas na precariedade de sua alimentação, de sua moradia, de sua saúde e de sua educação. É o operário sem direitos, o camponês sem a terra, a juventude sem futuro, a mulher trabalhadora discriminada, explorada e violentada. São os pequenos produtores do campo e da cidade esmagados pelos monopólios. São a brutalidade e violência policiais, o genocídio dos pobres pelo Estado e um mar sem fim de indignidades e de injustiças. Uma nova democracia é possível
Pensar uma nova democracia para o Brasil assim como para qualquer semicolônia
da Ásia, da África ou da América Latina só é possível se ela for consubstanciada
em uma nova política, uma nova economia e uma nova cultura.
Uma nova política onde o sistema de Estado não seja o poder dominante da grande burguesia e dos latifundiários e sim o poder dominante do conjunto das classes trabalhadoras exploradas e oprimidas. Ou seja, a classe operária, os camponeses pobres, os estudantes e intelectuais honestos, os pequenos e médios proprietários rurais, industriais e dos setores do comércio e dos serviços. Neste Estado de Nova Democracia, o Sistema de Governo será organizado de modo a substituir o atual sistema "representativo" com a sinistra figura do político profissional, por um sistema que possa expressar o Poder Popular, através das Assembléias do Poder Popular. Estas por sua vez serão organizadas desde as zonas rurais, o bairro, o distrito, o município, onde o cidadão exerça o poder político através da democracia direta, inclusive, na escolha de seus representantes para as Assembléias do Poder Popular aos níveis regional e nacional. Não é nem necessário tomar a experiência histórica da luta de libertação dos povos. A crônica político-policial de nossos dias é a comprovação mais que eloquente de que não é por dentro deste atual sistema de Estado da velha democracia (ditadura da burguesia), através do viciado processo eleitoral, que poderemos chegar ao Estado de Nova Democracia (ditadura conjunta das classes revolucionárias). Tal novo Sistema de Estado só poderá ser alcançado através de um processo revolucionário, uma vez que as classes dominantes no atual Estado de velha democracia, jamais aceitarão e farão de tudo para impedir que profundas modificações na estrutura de poder venham a acontecer. Tratar-se-á, então, de uma revolução de nova democracia ou, em outras palavras, uma revolução democrática de novo tipo. Que é democrática burguesa, porque ainda não propõe suprimir toda a propriedade privada, ou seja, preserva a pequena e média, além de distribuir parcelas de terra para os camponeses pobres sem terra ou com pouca terra. Porém, é de novo tipo porque confiscará, além das terras dos latifundiários, todo o grande capital (bancos, indústrias, agropecuária, comércios, transportes e serviços), sejam estes da grande burguesia burocrático-compradora brasileira ou do imperialismo. Recursos estes que serão aplicados na melhoria imediata das condições de vida e trabalho das amplas massas populares e no asseguramento da independência nacional. A edificação de uma nova economia contemplará necessariamente — a começar pela obrigatoriedade de trabalhar a todos os adultos em condições de realizá-lo, sem qualquer distinção que não seja a de especiais condições para as mulheres trabalhadoras — direitos amplamente assegurados, remuneração condizente com o estágio de desenvolvimento nacional, habitação, saneamento, redes de saúde, transportes coletivos, seguridade social, tratamento especial às crianças e idosos. Para uma nova cultura se exigirá que o ensino em todos os níveis, o restabelecimento da cultura nacional e popular e o apoio e estímulo ao florescimento cultural, tenham caráter científico e de massas quanto aos seus conteúdos e nacional quanto às suas formas. É democracia de novo tipo por se diferenciar das velhas revoluções democráticas acontecidas no USA e na Europa, no século XVIII, dirigidas pela burguesia para seu domínio e usufruto. Das várias classes interessadas nesta revolução de nova democracia só o proletariado, como a mais avançada e última classe da história, poderá assumir sua direção em aliança com os camponeses, principalmente pobres e demais classes exploradas. Por fim, é de novo tipo por se tratar de uma revolução permanente, cujo processo se desenvolverá ininterruptamente em Revolução Socialista. Sob a direção da classe operária em aliança com as classes revolucionárias, o Estado de Nova Democracia poderá implementar uma Nova Economia e uma Nova Cultura, verdadeiramente voltadas para os interesses do povo e Nação e do compromisso inarredável com a causa da libertação dos povos e nações oprimidas de todo o mundo. |
O objetivo e sempre lucrar com os sonhos das pessoas.
Uma das artimanhas mais revoltantes utilizadas pela gerência federal, estadual ou municipal para iludir o povo desesperado por trabalho é a inclusão, nos concursos públicos, de um chamado "Cadastro de Reserva". Trata-se de organizar uma listagem dos candidatos que obtiveram média suficiente para aprovação no concurso, mas não o bastante para provimentos dos cargos atualmente vagos. Deste modo, ficam na esperança de que, nos dois anos de validade do certame, vá ocorrendo uma sucessão de aposentadorias ou de demissões, a pedido ou não, de funcionários efetivos. E as repartições e empresas públicas, para manter o elevado número de candidatos nos concursos, estimulam a falsa esperança, lembrando que ninguém deve deixar de manter contato com o departamento de recursos humanos.
Um bom exemplo é a Petrobrás, que até 26 de junho recebeu cerca de 200 mil candidatos para 163 cargos de nível médio, técnico e superior, cobrando em média R$ 33,50 para inscrição e com isto recolhendo a seus cofres cerca de 7 milhões de reais. Na verdade, vai contratar em curto prazo, de nível superior apenas dois médicos para o Rio de Janeiro, um biólogo e 100 administradores para todo o território nacional. Em nível médio, nada mais do que sete técnicos em exploração de petróleo para Duque de Caxias e Angra dos Reis.
Os candidatos aprovados como advogado júnior, analista de comércio e suprimento júnior, analista de pesquisa operacional júnior, analista de sistemas júnior, engenheiro de equipamentos júnior e contador júnior só poderão ser nomeados à medida em que forem se afastando os que estão em atividade. O mesmo ocorre com os mecânicos especializados, operadores, supridores administrativos, elétricos e mecânicos, os técnicos de enfermagem e em instrumentação.
A prefeitura de Itaboraí, no Estado do Rio de Janeiro, segue pelo mesmo caminho, cobrando taxas de inscrição de R$ 60, R$ 40 e R$ 20 num concurso apenas para cadastro de reserva, sem informar se existe qualquer perspectiva de nomeação e posse dos aprovados em futuro próximo. Os salários oferecidos são ridículos: aos médicos, paga R$ 670 mensais; auxiliares de enfermagem, R$ 410, e guardas municipais, R$ 430.
Em Mato Grosso, os Correios anunciaram a existência de 34 vagas distribuídas em cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. Apareceram nada menos que 11.278 candidatos, sendo 5.370 para atendente comercial; 16.669 para assistente administrativo; 1.211 para técnico de operações júnior; 564 para técnico em atendimento em vendas; 5 para médico e 2.459 para carteiro. Os vencimentos variam entre 959,07 e R$ 2.932,10. Em vista da exiguidade de vagas, a direção dos Correios já foi avisando que "será feito cadastro de reserva."
A gerência FMI-PT, lamentando a ausência do tesoureiro Delúbio Soares, afastado em conseqüência do golpe do "mensalão", vai faturando com o concurso da Empresa de Pesquisa Energética EPE, do Ministério de Minas e Energia, que atrai candidatos de nível médio e superior para trabalharem no Rio de Janeiro. Ninguém sabe, porém, quando isto ocorrerá. Trata-se de mais um conto de "formação de quadro de reserva".
Os destaques são as oportunidades para assistente administrativo. Esta atividade, que pede o segundo grau, com remuneração inicial de R$ 1.656 (inclui salário base de R$ 1.230,50, auxílio-alimentação de R$ 425,50 e participação em plano de saúde) foi objeto de concurso em 2006, tendo atraído 5.656 pessoas, mas não se sabe quantos foram nomeados.
domingo, 2 de setembro de 2012
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